Locução em inglês nativo para vídeos corporativos, cases publicitários, comerciais de TV e rádio, esperas telefônicas e outros projetos de áudio. Estúdio de gravação. Para orçamentos ligue (11) 9660-5262 ou envie um e-mail para
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Autor da série "Ganhando dinheiro com a voz" da Sound on Sound. Destacado como "A voz do Brasil em Cannes" pelo Meio & Mensagem.
Jason Bermingham é um locutor dos EUA com estúdio em São Paulo. Ele já gravou locuções em inglês para Itaú, Motorola, Microsoft, Samsung, McDonald's e Nestlé, entre outras empresas. Foi a voz da campanha da CBF que trouxe a Copa do Mundo de 2014 ao Brasil e também assina o filme que a Embratur lançou globalmente em 2010 para promover turismo no país. Jason já narrou cases vencedores para o Festival de Publicidade de Cannes e é a principal voz da revista Speak Up no Brasil. Para locuções em português, visite
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ESTÚDIO: Cabine com reflection filter da
sE Electronics. Microfones Neumann U87, Neumann TLM 103, Audio-Technica 4047/SV, Electro-Voice RE20 e Sennheiser MKH 416. Pré Avalon VT-737SP. Conversor a/d Apogee Ensemble. Mac OS X v10.6. Pro Tools 9.
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A voz do Brasil em Cannes Matéria publicada pelo Meio & Mensagem em 2011
Ele nunca esteve em Cannes, mas, há pelo menos cinco anos, sua voz ressoa em alto e bom som no Palais des Festivals. Não se trata de um toque engraçadinho de celular, muito menos do fantasma de um publicitário mal resolvido assombrando o mais importante festival mundial do mercado. Aos 42 anos, Jason Bermingham, norte-americano radicado no Brasil, grava as locuções em inglês de dezenas de trabalhos inscritos por agências brasileiras nas disputas pelos cobiçados Leões. Nas últimas duas edições, pelo menos 80 cases contaram com a habilidade vocal de Bermingham para convencer os jurados da relevância das idéias por trás das peças apresentadas. O locutor já gravou para agências como Africa, DM9DDB, AlmapBBDO, Fischer+Fala, entre outras, e diversas produtoras de áudio.
Quando gravo para o Festival de Cannes, o objetivo é que a voz não chame a atenção. Não posso competir com a própria campanha, o case é que tem que ser o destaque. Tento soar o mais natural possível, pois, nesses casos, é sempre melhor um pouco menos do que um pouco mais", conta Bermingham, para, em seguida, revelar mais algumas de suas técnicas. Para alcançar esse resultado, na hora da gravação, sempre imagino que estou conversando com uma pessoa a qual tenho muito respeito. Também preciso transmitir, no tom, o orgulho de fazer parte daquela campanha."
Natural de Fallon, cidade de seis mil habitantes no estado de Nevada, Bermingham veio ao Brasil pela primeira vez há 25 anos, por meio de um intercâmbio do Rotary Club. Aos 17 anos, morou em Catanduva, no interior de São Paulo. A experiência durou apenas uma temporada, mas foi o bastante para marcar para sempre o Brasil no coração do gringo. Depois de voltar para os Estados Unidos e se formar em letras, ele morou posteriormente na Austrália, Espanha e em Moçambique.
"Estava sempre procurando um lar, mas nunca encontrei um país que me atraísse tanto quanto o Brasil. Aqui era o lugar em que me sentia mais em casa", diz. A predileção tropical tem motivos. "O estrangeiro é bem tratado no Brasil, se sente importante. Desde que cheguei aqui, as pessoas me achavam interessante, queriam saber das minhas experiências.Sentia-me como uma estrela."
Dez anos após a sua primeira passagem, Bermingham decidiu voltar ao País. Trabalhou como professor de inglês, tradutor e jornalista até conhecer a futura esposa, Simone Kliass. Apresentadora e locutora, foi por indicação dela que Bermingham deu os primeiros passos na nova profissão. O retorno foi tão positivo que, há cinco anos, ele abriu mão das demais atividades para se dedicar exclusivamente à locução. Com um estúdio de gravação montado dentro de casa, o casal produz vinhetas e narrações e conta com ferramentas como o MSN e o Skype para manter contato e conquistar clientes de outros estados e até mesmo de países distantes já gravaram, inclusive, para um cliente da República Tcheca, que dirigiu a dupla via Skype e recebeu o arquivo de áudio minutos mais tarde, via internet.
O fato de trabalharam juntos em casa, ele garante, não atrapalha em nada o relacionamento. Pelo contrário: Bermingham diz que as vantagens vão desde a ampliação do leque de assuntos sobre os quais podem conversar até o compartilhamento de hábitos pouco convencionais. "Você sabe que está na casa de um locutor quando começa o programa principal e o cara muda a TV de canal, porque quer assistir aos comerciais da outra emissora", diverte-se. "Prestamos atenção em todas as vozes e tentamos adivinhar quem fez a locução."
Com o bom momento da economia brasileira - ele também grava os áudios em inglês para comerciais de empresas nacionais veiculados no exterior e em canais de língua inglesa - e a proximidade de eventos como a Copa do Mundo e a Olimpíada, Bermingham pretende ficar no Brasil por um bom tempo. Totalmente adaptado ao País e dono de um português fluente, ele diz não estranhar mais o famoso jeitinho brasileiro, que costuma assustar os americanos que desembarcam aqui pela primeira vez.
"Hoje, quando vou aos Estados Unidos, me impressiono é com a falta de jogo de cintura dos norte-americanos", afirma. Ele admite, com bom humor, ter se apropriado de algumas de nossas práticas. "Às vezes, quando vou a um restaurante em São Paulo e o garçom diz que não tem mesa disponível, dou uma forçada no sotaque: 'Mas eu 'chegar' dos Estados Unidos. Não 'ter' mesmo uma mesa vazia?", confessa, sorrindo.